Entrevistas da Paris Review

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Cerridwen
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Entrevistas da Paris Review

Postby Cerridwen » 31 Oct 2009 13:36

Entrevistas da Paris Review
Vários autores


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Editora: Tinta da China
Tema: Entrevistas
Tradução: Carlos Vaz Marques
Ilustração: Vera Tavares
Prefácio: Carlos Vaz Marques
N.º de páginas: 344
ISBN: 9789896710149

«Sem a "Paris Review", teríamos as mesmas obras de Faulkner, Hemingway ou Borges - para citar apenas três dos dez autores que estão neste livro - mas não teríamos a mesma imagem que temos hoje de alguns dos escritores decisivos para a arte literária do século XX.» - Carlos Vaz Marques

«Sempre considerei agradável escrever e não entendo o que as pessoas querem dizer ao falar de "dores de criação".»
E.M. Forster

«O melodrama é um dos meus instrumentos de trabalho e permite-me obter efeitos que não conseguiria de outra forma; por outro lado, eu não sou deliberadamente melodramático; não se aborreçam demasiado comigo se vos disser que escrevo da forma como escrevo por ser aquilo que sou.»
Graham Greene

«Se eu não tivesse existido, alguém me teria escrito, a mim, a Hemingway, a Dostoiévski, a todos nós.»
William Faulkner

«Sou um escritor completamente horizontal. Não consigo pensar a não ser que esteja deitado, seja na cama ou esticado num sofá e com um cigarro e um café à mão.»
Truman Capote

«Quanto melhor o escritor menos ele falará do que escreveu. (...) Tentar escrever algo com um valor intemporal é uma ocupação a tempo inteiro, mesmo que a tarefa de escrever propriamente dita ocupe apenas alguma poucas horas por dia.»
Ernest Hemingway

«Um artista é apenas alguém desenrolando e escavando áreas normalmente acessíveis a toda a gente, e exibindo-as como uma espécie de espantalho para mostrar aos outros o que cada um pode fazer consigo próprio.», Lawrence Durrell

«As mais extraordinárias descobertas são feitas quando o artista é tomado pelo que tem para dizer. Usa, então, a velha linguagem nessa sua urgência e a velha linguagem é transformada por dentro.», Boris Pasternak

«Não me agrada concordar com a ideia comum de que se se escreve um "best-seller" é porque se traiu um princípio importante ou se vendeu a alma. Bem sei que a opinião sofisticada pensa assim.», Saul Bellow

«Quando eu escrevo, escrevo porque algo tem de ser feito. Não me parece que um escritor se deva intrometer demasiado no seu próprio trabalho. Deve deixar o trabalho escrever-se a si próprio.», Jorge Luis Borges

«Passei toda a minha juventude a escrever muito lentamente, a rever o que escrevia e a refazer tudo e a apagar e portanto escrevia uma frase por dia e a frase não tinha EMOÇÃO. Rai’s partam, é da EMOÇÃO que eu gosto na arte, não é da ASTÚCIA e da dissimulação das emoções.», Jack Kerouac

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Cerridwen
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Re: Entrevistas da Paris Review

Postby Cerridwen » 02 Nov 2009 21:10

«This is one of the reasons why the Paris Review interviews are so terrific. They don’t just entertain you, they also make you think, and they even make you rethink what you think you know. Like many writers (and would-be writers, and readers, too), I’ve been a fan of the Art of Fiction series for as long as I can remember. I’ve pulled my old copies of the magazine off their shelf and have them beside me as I write, and I am reminded of the eagerness with which, in the spring of 1979, when I was hard at work on my second novel, Midnight’s Children, I pored over John Gardner’s interview in the Review and thought that if this magazine were ever to say of anything I wrote that it represented “a new and exhilarating phase in the enterprise of modern writing”, as the Review’s fourheaded interviewer said of Gardner, then I would be able to die a happy man.

In the summer of 1981, which was a good time for me, the summer after the publication of Midnight’s Children, the summer when I was writing the first draft of its successor, Shame, I was greatly inspired by Donald Barthelme in his Paris Review interview, in particular his comments about his use of fantastic effects. To give a woman golden buttocks in a story was “a way of allowing you to see buttocks”. And: “If I didn’t have roaches as big as ironing boards in the story I couldn’t show Cortés and Montezuma holding hands, it would be merely sentimental. You look around for offsetting material, things that tell the reader that although X is happening, X is to be regarded in the light of Y.” How very useful that was to me then and, indeed, how useful it still is!

The Art of Fiction interviews satisfy our — all right, my</i> — deep and abiding inquisitiveness about the writing life. Like most writers, I am interested in other writers, both as a reader and as a nosy parker. I want to know their work but I also want to know where it came from, and how. Perhaps the only writer I can think of who denies feeling like this is V. S. Naipaul. I was once present at Hay-on-Wye’s literary festival when Naipaul was being interviewed on stage by the American writer and editor Bill Buford. He replied to Buford’s question about the writers he read with a majestic dismissal: “I’m not a reader, I’m a writer.” Yet here he is in these pages, offering up one of his many published accounts of his own literary origins, and his writing process, too, presumably because he is willing to go along with the idea that, while he himself is uninterested in reading or learning about other writers, those other writers — and readers, too, of course — might be interested in learning about him. But then, as he tells us, there are many excellent reasons why we might wish to learn about him. “It is immensely hard to be the first to write about anything. It is always easy afterwards to copy,” he says, speaking of <i>Miguel Street, and of In a Free State he is happy to tell us that “it is very well made”.»

Salman Rushdie. Excerto de um texto introdutório, extraído de The Paris Review Interviews vols 1-4. Leitura do texto completo em: http://entertainment.timesonline.co.uk/tol...icle6894249.ece

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Steerpike
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Re: Entrevistas da Paris Review

Postby Steerpike » 02 Nov 2009 21:23

Já comecei, e posso garantir que vale verdadeiramente a pena.

Abraços,
Luís
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Re: Entrevistas da Paris Review

Postby virose_pt » 03 Nov 2009 12:38

Grande parte dessas entrevistas estão online, em PDF, no site da revista.

Quanto à edição em papel, mais uma vez o tipo de papel usado na capa leva-me a não comprá-lo. Vou pesquisar edições em inglês.

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Cerridwen
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Re: Entrevistas da Paris Review

Postby Cerridwen » 06 Nov 2009 19:53


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Thanatos
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Re: Entrevistas da Paris Review

Postby Thanatos » 06 Nov 2009 20:10

Uma coisa que me entristece deveras é que artigos/recensões/análises a falarem de livros como deve ser conseguem um, dois, vá lá, três comentários mas quando são tretas tipo Rafaeles Loureiros e Talentos Fantásticos e A Minha é Maior que a Tua logo aparecem comentários debaixo das pedras aos magotes.

Realmente parece mesmo que custa falar e distinguir o que se eleva acima da mediocridade.
Não importa como, não importa quando, não importa onde, a culpa será sempre do T!

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urukai
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Re: Entrevistas da Paris Review

Postby urukai » 06 Nov 2009 20:17

tive com ele não e por causa dele é que trouxe o faulkner...
Eu dpois explico que agora vou fazer de chauffer para minha mulher.

adeus

Tzimbi
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Re: Entrevistas da Paris Review

Postby Tzimbi » 06 Nov 2009 20:24

Thanatos wrote:Uma coisa que me entristece deveras é que artigos/recensões/análises a falarem de livros como deve ser conseguem um, dois, vá lá, três comentários mas quando são tretas tipo Rafaeles Loureiros e Talentos Fantásticos e A Minha é Maior que a Tua logo aparecem comentários debaixo das pedras aos magotes.


Já está na minha lista de compras para a Feira do Livro, Mestre T., não rabujes... :rolleyes:

S.


ps.: urukai, cada vez mais tenho a sensação de que essa tua mulher (com todo o respeito) deve ser uma pessoa muito feliz... :wink:

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Re: Entrevistas da Paris Review

Postby urukai » 06 Nov 2009 22:00

Tzimbi wrote:ps.: urukai, cada vez mais tenho a sensação de que essa tua mulher (com todo o respeito) deve ser uma pessoa muito feliz... :wink:


Eu tento que ela seja.... :yinyang:

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Re: Entrevistas da Paris Review

Postby Cerridwen » 07 Nov 2009 12:11

Thanatos wrote:Uma coisa que me entristece deveras é que artigos/recensões/análises a falarem de livros como deve ser conseguem um, dois, vá lá, três comentários mas quando são tretas tipo Rafaeles Loureiros e Talentos Fantásticos e A Minha é Maior que a Tua logo aparecem comentários debaixo das pedras aos magotes.

Realmente parece mesmo que custa falar e distinguir o que se eleva acima da mediocridade.

É uma espécie de costume português criticar muito e elogiar pouco. Os livros não são excepção. No entanto, relativamente à antologia Talentos Fantásticos havia muito mais por onde se podia facilmente pegar, para debater, do que sobre o livro Entrevistas da Paris Review.

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Bugman
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Re: Entrevistas da Paris Review

Postby Bugman » 07 Nov 2009 13:49

Ou porque há qualidade que não se discute...

A verdade é que os referidos livros foram discutidos por motivos diferentes, no entanto outros não sofrem discussão porque não há discordância. Ou será por discordância rimar com ignorância?

No meu caso mais de metade dos livros de que por aqui se escreve, não os conheço, logo não adianta falar. No caso dos posts, apenas participei no do aspirante a vampiro, e comentei mais a situação em torno do livro do que o livro em si.

Outro post que também deu pano para mangas foi o do Saramago. Pelos vistos também se discutem autores "sérios"! :wink:
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Re: Entrevistas da Paris Review

Postby Cerridwen » 07 Nov 2009 13:54

Bugman wrote:Outro post que também deu pano para mangas foi o do Saramago. Pelos vistos também se discutem autores "sérios"! :wink:

No caso do saramago o que se discutiu foram principalmente as afirmações dele sobre a Bíblia e a respectiva polémica. :whistling:

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Re: Entrevistas da Paris Review

Postby Bugman » 07 Nov 2009 13:57

Cerridwen wrote:No caso do saramago o que se discutiu foram principalmente as afirmações dele sobre a Bíblia e a respectiva polémica. :whistling:


E no dos Talentos Fantásticos já a discussão ia inflamada quando alguém chamou a atenção para a qualidade do texto e foi mais ao jeito de gralhas e afins do que propriamente a obra em si!
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Re: Entrevistas da Paris Review

Postby Thanatos » 07 Nov 2009 13:58

Bugman wrote:Outro post que também deu pano para mangas foi o do Saramago. Pelos vistos também se discutem autores "sérios"! :wink:



O Saramago e o ALA, de facto também geram alguma discussão. Se bem que no caso do Saramago seja mais pelas posições dele do que propriamente pelos méritos do Caim.

Mas é bem ver quais os tópicos na secção de críticas com mais visitas. Admiro-me que não haja quem leia um Pynchon, um Bellow, um Steinbeck e não sinta vontade de dizer nada de nada.

Navegando por essa net encontram-se aqui e ali alguns blogues mais dados à literatura e os comentários (quando os têm) são de uma ou duas pessoas e quase sempre os mesmos. Vai-se para a literatura de entretenimento e é um sem número de «bué da fixes», «ca giro» e outras do género. O que eu me interrogo é se quem lê da tal literatura dita «séria» não sente vontade de falar dela, de comentar com outros o seu gosto, de explorar linhas de leitura, ideias.

Enfim, é o desabafo dum gajo que anda meio desanimado. :gen068:
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Re: Entrevistas da Paris Review

Postby Bugman » 07 Nov 2009 14:00

Estou a 40 páginas de acabar o Sexus depois já ponho aí um post. Pode ser que o pco apareça por lá! :lol2: :devil2:
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